A vida, repleta de mistérios, nos move e nos faz caminhar em novas direções. Por isso, é impossível viver sem ter errado – a menos que você tenha tanto cuidado pra não errar que deixa de viver.
A vida é um mistério. De onde nós viemos? Para onde vamos? Por que estamos aqui? Qual e o nosso propósito? Devo ir por esse lado ou pelo outro? E se eu quiser voltar? E se eu não quiser mais ir? E se eu desistir? E se…
Enquanto estivermos vivos, mil e uma questões nos tirarão o sono e, ao deixarmos de dormir à noite, passaremos o dia tentando despertar.
Para onde quer que olhemos, a vida será cheia de mistérios, nunca haverá um caminho sem perguntas e incertezas. Oberve o maior mistério da vida: a morte. Uma passagem onde a pessoa não está mais aqui, no entanto continua a existir, continuar a viver em nós, as vezes ainda mais presente e mais forte do que antes. As vezes em forma de uma dor dilacerante, as vezes numa gratidão reconfortante. Mas a morte não é o fim. Quem cuidará é o tempo – outro grande mistério da vida.
No fim, sabe qual é o grande mistério da vida? É que só se aprende a viver…vivendo. Não há outra possibilidade. E cada um tem uma vida única a ser vivida por ele mesmo. Seria muito fácil se os erros da vida dos outros pudessem ser só transferidos, mas cada aprendizado é único. Nada garante que o erro do outro se transformará no mesmo aprendizado pra você – e te adianto: não vai!
Mas não podemos optar pelo caminho “fácil”, podemos aceitar que não há erros, nem acertos, que ontem escolhi de um jeito, hoje escolho assim e que cada passo que eu dou me movimenta para um outro lugar que já não é mais o mesmo de ontem. E em todos os caminhos eu aprendo. Mas em todos os caminhos, eu me escolho e me acolho.