Interno x Externo – Gi Borba

Interno x Externo

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Tudo o que a gente coloca para dentro é alimento: pessoas, energia, pensamentos, desejos, impressões.

No sistema digestivo humano, o alimento ingerido percorre vários órgãos, como a boca, a faringe, o esôfago, o estômago, os intestinos delgado e grosso e, por fim, o ânus. Tudo que entra, tem que sair. Nesse processo, a comida sofre transformações para que seja absorvida pelas células. Conta também com os órgãos auxiliares, como o fígado e o pâncreas, que contribuem com a produção de enzimas digestivas.

Tudo começa pela escolha do que vamos comer. O processo de digestão inicia quando o alimento passa pela boca: os dentes cortam e trituram a comida, a língua desempenha a função de manipular o alimento e misturá-lo à saliva, a saliva umidifica-o, facilitando o percurso para o esôfago. Anexas à boca, existem três glândulas salivares, que são os órgãos produtores de saliva. Além de proteger a boca contra bactérias e umedecer sua mucosa, esse líquido lubrifica e dilui o alimento para facilitar sua passagem pela faringe e pelo esôfago

Após a mastigação, o alimento é engolido e passa pela faringe, e depois, pelo esôfago. Já no estômago, o alimento se mistura a uma solução aquosa chamada de suco gástrico, que contém ácido clorídrico. A principal enzima do suco gástrico é a pepsina. Utilizada para digerir proteínas, essa enzima começa a quebrar as ligações químicas entre certos aminoácidos. O bolo alimentar, após receber as enzimas do estômago, passa a ser chamado de quimo. Dali, o alimento segue seu destino até o intestino delgado, que divide-se em três partes: duodeno, o jejuno e o íleo. No duodeno são lançadas as secreções produzidas pelo fígado e pelo pâncreas, controladas por mensagens nervosas e hormônios. O pâncreas estimula a secreção do suco pancreático, que neutraliza a acidez do quimo e também desempenha função enzimática. A parte mais longa do intestino delgado, formada pelo jejuno e pelo íleo, é onde termina a digestão dos alimentos. O intestino grosso transforma, transporta e evacua o bolo fecal, por isso, ele tem boa capacidade de absorção e secreção. Desde o início da digestão na boca até a excreção das partes indesejáveis pelo organismo, o alimento fica dentro do corpo humano cerca de 72 horas. Depois de todas as quebras produzidas na boca, estômago e intestinos, o que restou do alimento é excretado pelo ânus em forma de fezes. Tudo que entra tem que sair.

Na nossa vida, não é diferente. Passamos pelo processo de escolha de amigos, pensamentos, lugares, estudos, prioridades e permitimos que isso entre e faça parte da gente. Diferente do alimento, não há uma necessidade biológica de aquilo que entra precisar sair em 72h. Mas existe, com certeza, uma necessidade emocional que ao absorver e passar pelos órgãos da memória e da nossa história, são transformados e, em algum momento, nos deixam.

Por isso, não se culpe por más escolhas, nem lamente o que é bom e precisa ir. Tudo tem seu tempo. Confie no processo de transformação que você é capaz de fazer e acredite: tudo que entra, sai. Daquilo que é bom e daquilo que não nos faz bem. Mas sempre seremos transformadas por todo esse processo, então, confie. Deixe ir. E aproveite cada etapa.

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